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Terapia Sexual

Anorgasmia

Não atingir o orgasmo — ou atingi-lo raramente — pode gerar frustração, culpa e sensação de inadequação que são completamente desnecessárias. A anorgasmia tem causas identificáveis e tratamento eficaz. Você merece experienciar o prazer pleno que seu corpo é capaz de sentir.

O que é

A anorgasmia é a dificuldade persistente ou incapacidade de atingir o orgasmo, apesar de estimulação sexual adequada e do desejo de chegar ao clímax. Pode ser primária (nunca houve orgasmo) ou secundária (o orgasmo era atingido e passou a ser difícil ou impossível). Pode ser situacional (só ocorre em determinadas circunstâncias) ou generalizada.

As causas são multifatoriais: fatores físicos (tensão do assoalho pélvico, redução da sensibilidade genital, alterações hormonais, uso de medicamentos como antidepressivos), fatores psicológicos (ansiedade, culpa, histórico de abuso, distração cognitiva durante o ato sexual) e fatores relacionais (falta de comunicação, técnica inadequada do parceiro). A fisioterapia pélvica aborda os componentes físicos — especialmente a função do assoalho pélvico e a sensibilidade genital — enquanto a abordagem sexológica cuida dos demais.

Como a fisioterapia pélvica trata

A avaliação da sensibilidade genital e da função do assoalho pélvico identifica se há componentes físicos contribuindo para a anorgasmia. Hipertonia muscular, hipossensibilidade do clitóris ou do tecido perineal e padrões respiratórios inadequados durante a excitação são fatores tratáveis que muitas vezes passam despercebidos.

O trabalho de consciência corporal e autoconhecimento é fundamental. Muitas mulheres com anorgasmia têm pouca familiaridade com a própria anatomia genital e com as condições de estimulação que favorecem o orgasmo. A Dra. Ana Azevedo conduz esse processo com acolhimento, psicoeducação e respeito à individualidade de cada paciente.

A eletroestimulação de baixa intensidade pode ser utilizada para aumentar a sensibilidade local e melhorar o fluxo sanguíneo para os tecidos eréteis femininos (clitóris, bulbos vestibulares). Essa estimulação é combinada com treinamento ativo do assoalho pélvico.

A psicoeducação sobre o ciclo de resposta sexual feminina — desejo, excitação, platô, orgasmo e resolução — e sobre as variações normais de experiência orgásmica é parte central do tratamento. Muitas mulheres têm expectativas distorcidas sobre como o orgasmo 'deveria' ser.

Perguntas frequentes

É normal nunca ter tido orgasmo?

A anorgasmia primária — nunca ter atingido o orgasmo — afeta cerca de 5 a 10% das mulheres. Não é 'normal' no sentido de ser inevitável, mas é comum e tem tratamento. Com a abordagem adequada, a maioria das mulheres consegue atingir o orgasmo.

Meu parceiro acha que o problema é meu. O que devo responder?

A anorgasmia raramente é 'problema' de uma pessoa só. Fatores relacionais, de comunicação e de técnica são tão importantes quanto os fatores individuais. A terapia de casal pode ser um complemento valioso ao tratamento individual.

Antidepressivos causam dificuldade de orgasmo. Como lidar?

Sim, a inibição do orgasmo é um efeito colateral comum de muitos antidepressivos (especialmente os ISRS). A fisioterapia pélvica pode ajudar a compensar esse efeito por meio do aumento da sensibilidade genital e do trabalho de consciência corporal. Mudança de medicação deve ser discutida com o psiquiatra.

O orgasmo só é possível com estimulação clitoriana. Isso é normal?

Absolutamente normal. Pesquisas indicam que cerca de 70 a 80% das mulheres precisam de estimulação clitoriana direta para atingir o orgasmo. O orgasmo vaginal exclusivo é menos comum do que a cultura popular sugere. Conhecer e comunicar suas preferências é parte da saúde sexual.

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