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Saúde da Mulher

Dispareunia (Dor na Relação Sexual)

Dor durante a relação sexual nunca é normal — mesmo que alguém tenha te dito que é. A dispareunia afeta profundamente a intimidade, a autoestima e os relacionamentos, mas tem tratamento eficaz. Você merece uma vida sexual que traga prazer, não sofrimento.

O que é

Dispareunia é a dor genital recorrente que ocorre antes, durante ou após a relação sexual. Pode ser superficial (na entrada da vagina, associada a condições como vulvodinia, vaginismo e infecções) ou profunda (sentida no interior da pelve, relacionada a endometriose, aderências, síndrome do intestino irritável ou disfunções uterinas e ovarianas).

A prevalência estimada é de 10 a 20% entre mulheres em idade reprodutiva, e chega a 40% no período pós-menopausa, quando a atrofia vulvovaginal por queda do estrogênio é um fator importante. Independentemente da causa, a dispareunia costuma gerar um ciclo vicioso: a antecipação da dor aumenta a tensão muscular, que agrava a dor, que reforça o medo e a tensão. A fisioterapia pélvica interrompe esse ciclo.

Como a fisioterapia pélvica trata

O primeiro passo é identificar se a dor é superficial ou profunda — e em qual fase da relação ela ocorre. Esse diagnóstico funcional orienta a escolha das técnicas e define as prioridades do tratamento. A Dra. Ana Azevedo realiza uma avaliação detalhada que inclui histórico ginecológico, mapa de dor e avaliação funcional do assoalho pélvico.

Para a dispareunia superficial, o trabalho de liberação dos músculos perineais e vestibulares é central. Técnicas manuais de mobilização dos tecidos e dessensibilização progressiva reduzem a hipertonia e a hipersensibilidade local, restaurando o conforto no contato íntimo.

Para a dispareunia profunda, a mobilização visceral e a liberação das estruturas ligamentares pélvicas ajudam a reduzir a tensão sobre órgãos como útero, bexiga e reto, diminuindo a dor durante a penetração profunda.

A psicoeducação sobre sexualidade e o trabalho de reconexão da mulher com o próprio prazer fazem parte do tratamento. Muitas pacientes com dispareunia desenvolvem aversão ao sexo como mecanismo protetor. Reconstruir uma relação positiva com a sexualidade é tão importante quanto o alívio físico da dor.

Perguntas frequentes

Dispareunia é o mesmo que vaginismo?

Não, mas as duas condições podem coexistir. O vaginismo é o espasmo involuntário dos músculos vaginais diante da penetração; a dispareunia é a dor que ocorre durante a relação sexual. Nem toda dispareunia envolve vaginismo, e nem todo vaginismo causa dispareunia no mesmo padrão.

Dor na relação sexual é normal?

Não. Dor durante o sexo nunca é normal ou esperada. Ela é um sinal de que algo no sistema neuromuscular, hormonal ou tecidual precisa de atenção. Buscar avaliação especializada é o caminho correto.

Após o parto passei a sentir dor. O que aconteceu?

O parto, especialmente com episiotomia, laceração ou parto prolongado, pode causar alterações nos tecidos perineais, cicatrizes com aderências e hipersensibilidade local — todas causas de dispareunia pós-parto. A fisioterapia pélvica iniciada na fase de puerpério trata essas alterações com grande eficácia.

A dispareunia pode ser causada pela menopausa?

Sim. A queda do estrogênio na menopausa leva à atrofia vulvovaginal — ressecamento e perda de elasticidade dos tecidos vaginais. Isso é uma das causas mais comuns de dispareunia em mulheres acima de 50 anos. O tratamento combina fisioterapia pélvica com abordagem hormonal quando indicada pelo ginecologista.

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