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Saúde da Mulher

Incontinência Urinária

Perder urina ao rir, tossir, espirrar ou praticar exercícios é comum — mas não é normal nem inevitável. A incontinência urinária tem tratamento conservador altamente eficaz, e a fisioterapia pélvica é a primeira linha de cuidado recomendada por todas as diretrizes internacionais. Você pode retomar o controle.

O que é

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, com prevalência estimada em 25 a 45% das mulheres. Os tipos mais comuns são: de esforço (perda associada a aumento da pressão abdominal, como tosse, espirro, riso ou exercício), de urgência (perda precedida por vontade súbita e intensa de urinar) e mista (combinação das duas).

A fisiopatologia envolve deficiência do mecanismo esfincteriano uretral e/ou hipermobilidade uretral (no tipo esforço), ou hiperatividade do detrusor — o músculo da bexiga — (no tipo urgência). Em ambos os casos, a função do assoalho pélvico é central: músculos perineais fortes e bem coordenados garantem a sustentação da uretra e modulam a atividade do detrusor. A fraqueza ou a descoordenação muscular quebra esse mecanismo.

Como a fisioterapia pélvica trata

O treinamento do assoalho pélvico — os exercícios de Kegel realizados de forma correta e progressiva — é a intervenção com maior nível de evidência para incontinência urinária. Estudos mostram redução de 50 a 70% nos episódios de perda em mulheres que completam um programa supervisionado de 12 semanas. A Dra. Ana Azevedo avalia a função muscular individual de cada paciente e prescreve um protocolo personalizado.

O biofeedback eletromiográfico permite que a paciente aprenda a contrair o assoalho pélvico corretamente — o que não é intuitivo. Muitas mulheres contraem abdômen, glúteos ou adutores em vez do períneo. O biofeedback elimina essa compensação e acelera o aprendizado motor.

A eletroestimulação funcional é utilizada para fortalecer músculos com fraqueza acentuada ou para inibir a bexiga hiperativa. A corrente elétrica de baixa intensidade recruta fibras musculares que não seriam ativadas voluntariamente, complementando o treinamento ativo.

O reeducação miccional — orientações sobre frequência, volume e hábitos de hidratação — é parte essencial do tratamento, especialmente nos casos de urgência. Técnicas de supressão da urgência são ensinadas para ajudar a paciente a recuperar o controle sobre o impulso de urinar.

Orientações sobre impacto, levantamento de peso e postura durante exercícios físicos protegem o assoalho pélvico de sobrecarga excessiva. Muitas mulheres com incontinência precisam adaptar a prática esportiva durante o tratamento — não abandoná-la, mas fazê-la de forma mais inteligente.

Perguntas frequentes

Kegel resolve incontinência urinária?

Quando feito corretamente e de forma progressiva, sim — para muitos casos. O problema é que a maioria das mulheres faz Kegel de forma errada, sem supervisão. A fisioterapia pélvica garante que o exercício seja feito corretamente, com a intensidade e frequência adequadas para cada tipo e grau de incontinência.

Preciso de cirurgia para tratar incontinência urinária?

Não necessariamente. As diretrizes da Sociedade Internacional de Continência (ICS) recomendam fisioterapia pélvica como primeira linha de tratamento antes de qualquer intervenção cirúrgica. A maioria das pacientes com incontinência de esforço leve a moderada se beneficia do tratamento conservador.

A incontinência piorou após o parto. Isso é permanente?

Não. A incontinência urinária pós-parto é altamente responsiva à fisioterapia pélvica quando tratada. O ideal é iniciar o tratamento ainda no puerpério (a partir de 6 semanas após o parto), mas mulheres que tratam anos depois também se beneficiam significativamente.

Incontinência é inevitável com a idade?

Não. Embora seja mais prevalente com o avançar da idade, a incontinência urinária não é uma consequência inevitável do envelhecimento. É uma disfunção tratável em qualquer faixa etária. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, mais rápida e completa tende a ser a recuperação.

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